POLÍCIA

Líder de seita é investigada por trabalho escravo e exploração sexual de menores

G1   09/02/2018

Suspeita foi ouvida e negou as acusações. Ela foi liberada e polícia ainda analisa se abrirá inquérito e pedirá a prisão da mulher.

Divulgação/Conselho Tutelar

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Local era extremamente insalubre, segundo a polícia

 

Dentre os possíveis crimes praticados pela suspeita de liderar uma seita religiosa no Piauí, decoberta nesta quarta-feira (7), a Polícia Civil apura situação de trabalho análogo à escravidão e exploração sexual de menores. A polícia ainda analisa se irá abrir inquérito para investigar o caso e a Polícia Federal pode ser acionada. A suspeita foi ouvida e negou as acusações.

Segundo o gerente de polícia especializada, delegado Jetan Pinheiro, a delegada Camilla Rodrigues, titular de Campo Maior, ainda está no início da apuração. Por enquanto, não há inquérito aberto e nem pedido de prisão.

“Inicialmente o que verificamos é uma situação de exploração de trabalho análogo ao escravo e isso é de competência da Justiça Federal, então a Polícia Federal é que irá investigar se constatarmos isso”, informou.

A suspeita existe porque a polícia encontrou as crianças em uma situação extremamente vulnerável, em um ambiente insalubre, onde faziam e vendiam cocadas. “Eles eram convencidos a fazer os doces e vender e depois repassar todo o dinheiro para ela”, explicou o delegado.

A exploração sexual, segundo ele, foi percebida de acordo com depoimentos de dois jovens resgatados.

“Uma adolescente e seu irmão, que foram resgatados, contaram que ela fazia casamentos entre os jovens que viviam lá, convencendo eles a manter relações sexuais entre si. Foi isso que fez com que a garota decidisse fugir e denunciar”, declarou.

O delegado disse que a mulher vivia em um relacionamento com um jovem, atualmente com 18 anos, mas que começou a viver com ela quando ainda era menor de idade.

Acusações de maus tratos feitas pelos pais dos jovens ainda serão apuradas. Segundo o delegado, a mulher se dizia uma “Deusa” para convencer os jovens a segui-la. Ela foi ouvida e liberada. À polícia, declarou apenas ajudar os jovens, fazendo obras de caridade.

 

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